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domingo, 20 de agosto de 2017

Competição em San Vicente Argentina

Antes de partir para a Argentina, ainda faltou alguns ajustes, na quinta-feira à noite fomos até a nossa sede testar a Gaiola depois dos ajustes de rotação em alta que efetuamos no Dinamômetro, para então ajustar a baixa e alguns detalhes que ainda faltavam para andar pela primeira vez com nosso novo motor. A ideia seria de partir na sexta-feira logo na primeira hora da manhã, mas como surgiram alguns imprevistos como sujeira no tanque de combustível e a troca de 2 bombas de combustível, tivemos que resolver primeiramente estes problemas para sair logo após o meio dia. 




Com alguns contra tempos a Equipe NO12 partiu na ultima Sexta ao meio dia com destino a San Vicente na província de Missiones - Argentina.



Chegando lá a primeira coisa a ser feita foi descarregar a Gaiola e montar o acampamento antes que anoitecer.
 




Já estavam lá equipes vindas de vários estados do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.




 


O Local do evento ficava a 2,5 km da cidade de San Vicente, um local muito bem organizado com área para camping, praça de alimentação, expositores e 3 pistas onde eram realizados no domingo 4 modalidades de competição ao mesmo tempo (Gaiola e Jeep Cross contando uma prova para o Campeonato Brasileiro, Jeep Country e Extreme).



Pista de Gaiola e Jeep Cross


Na lateral da pista de Cross podemos visualizar a pista do Extreme







Tudo Pronto para o início da competição, a partir das 13:00h de sábado inicia a fase de classificação, o piloto representando a Equipe NO12 é Maurício Niederle (MANO).










Na fila com os melhores pilotos do Campeonato Brasileiro e de outros países.












Já na primeira disputa da tarde, sentimos a diferença entre a nossa Gaiola e o estilo de pista. Na Gaiola nos faltava a direção rápida, a força em baixa e pneus um pouco menores para as retomadas após as curvas, os que a gente estava usando eram iguais aos dos Jeepcross.
A diferença que notamos na pista, era que andam em terreno seco e com pouco espaço lateral, em média 2,5m de largura por pista e com muitas curvas incluindo uma “chicane”, para quem estava acostumando andar pistas com 6m de largura e boa parte com lama isso foi um desafio enorme.  





Ainda no Sábado à noite, procuramos ajuda a algumas equipes para tentar resolver o problema da falha nas rotações baixa, mesmo sem equipamentos adequados de medições, melhoramos um pouco mas ainda assim o motor só começava a reagir normalmente aos 5.000 RPM, então a solução seria arrancar em segunda marcha e embrear sempre após as curvas.



No Domingo pela manhã além do frio e o vento, acordamos com chuva pois choveu a noite toda, estávamos todos animados porque havia chovido e isso nos traria uma grande vantagem nos pneus e no sistema de dirigibilidade no qual a gente estava acostumado.









E não deu outra! 
Éramos os últimos da fila para andar na parte da manhã, andamos e fizemos o melhor tempo da pista até o meio dia.





Depois desta primeira volta de domingo percebemos que havíamos perdido a polia do virabrequim que move a bomba d’água e o alternador, como o dia era frio e carga de bateria a gente tinha de sobra, continuamos a andar assim mesmo.







A nossa alegria durou pouco, após a chegada do sol, a pista começou a secar e os tempos começaram a baixar cada vez mais, pois terra vermelha depois que seca vira quase um asfalto...






Então algo estranho aconteceu na última chance de classificação, simplesmente na hora da largada, a Gaiola apagou o motor do nada e não voltou a ligar, fora da pista descobrimos que ao perder a polia do virabrequim a mesma poderia ter batido contra a roda fônica e a trincado, então quando íamos arrancar soltou um pedaço e o motor apagou.






Restava somente carregar a Gaiola e levantar acampamento para retornar para casa.




Nossa experiência de participar pela primeira vez de uma prova internacional foi muito satisfatória, o povo Argentino nos recebeu da melhor forma possível, não deixaram faltar nada e foram muito atenciosos em nos ajudar em qualquer situação.  Já nas competições tudo foi positivo, fizemos muitas amizades, trocamos muitas informações sobre os veículos, pistas e campeonato Brasileiro no qual temos intenção de participar sempre que puder, mesmo não completando a última volta classificatória, pontuamos em 9º Lugar entre os 10 pilotos para disputar a final, a diferença sempre era de 3 a 4 segundo do melhor tempo, seria difícil chegar lá, pois a briga final foi decidida em milésimos de segundos. Nossa maior vitória foi a satisfação de cumprir o objetivo que foi traçado e andar lada a lado com os melhores pilotos do Brasil e do Mercosul.

Agradecimentos:
 Primeiramente agradecemos a nossa Equipe e Patrocinadores que não mediram esforços para que pudéssemos completar o nosso objetivo

#NO12                                           www.no12.com.br
#Maxion_Baterias                         www.bateriasmaxion.com.br
#Inove_Engenharia
#RPM_Pneus                                 www.rpmpneus.com.br

Agradecer também a SpeedTech, Yuri Hanauer, Jonas Orth e todos que de alguma forma ajudaram.